Os alimentos light na nossa alimentação

diet contra light

Muitas pessoas na hora de fazer as compras no mercado acabam optando pelas versões lights dos alimentos acreditando estarem cuidando da sua saúde. Entretanto nem todas pessoas sabem exatamente o que são os alimentos com a palavra light na sua embalagem. Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em sua última Resolução RDC 54/2012 alterou a forma do uso de alguns termos, entre eles: light, baixo teor, rico teor, fonte de, não contém, entre outros.

Sobre os alimentos com o termo light, apenas será permitido o uso para produtos alimentares com algum nutriente em quantidade reduzida (25% menos), quando comparado ao mesmo produto em sua versão convencional.

Anteriormente o termo light podia ser usado em duas diferentes situações: se houvesse porção reduzida do produto (sem comparação ao produto convencional) e como atualmente ficou regulamentada (necessário no mínimo 25% de redução do nutriente) comparado ao mesmo produto em sua versão não light.  As indústrias terão prazo até 1 de janeiro de 2014 para se adequar a nova resolução.

A ANVISA, órgão regulamentador, acredita que a informação nutricional complementar na embalagem dos produtos facilitará o conhecimento do consumidor sobre as propriedades nutricionais dos alimentos, contribuindo para a seleção adequada dos mesmos. Também considera importante que a informação fornecida ao consumidor precisa ser de fácil compreensão.

No mercado atual existem produtos light com reduções de diferentes nutrientes, entre os mais comuns são os produtos com gordura, sal, carboidratos e calorias. Alimentos como margarinas, maionese, pães, bolos entre outros, geralmente possuem redução no teor de gorduras e de calorias. Portanto, quem busca controlar a ingestão calórica e a redução de colesterol e/ou triglicerídeos, podem se beneficiar com o uso desses alimentos.

Outros alimentos, como sal de cozinha, molhos e temperos culinários industrializados, podem ser light por conterem menor quantidade de sódio comparado aos produtos convencionais, assim hipertensos, pessoas com doenças renais ou cardíacas, quando orientados por seu médico ou nutricionista podem consumir estes alimentos moderadamente, mas lembrando sempre que estes produtos light em teor de sódio, geralmente possuem mais potássio na composição, o que deve ser bem avaliado na hora de optar pela substituição.

Uma dica aos consumidores na hora da escolha dos produtos alimentícios é ler com cuidado os rótulos, para identificar qual nutriente está sendo reduzido no produto, principalmente para as pessoas com alguma doença, exemplo é o diabetes, pois os alimentos lights são diferentes dos diet. Os lights podem conter açúcar, o que não ocorre nos produtos dietéticos, que são a base de adoçantes como substitutos do açúcar.

Nós consumidores, podemos nos beneficiar dos produtos light pensando em ingerir menos calorias ou ingerir menos gorduras e menos sódio, mas para isto a porção dos alimentos light deve ser moderada, caso contrário um consumo em excesso pode superar em calorias os alimentos não lights.


Marina Pereira da Silva
Nutricionista 



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